É preciso valorizar
os cursos que qualificam alunos para o mercado de trabalho. No quadro atual
de desemprego - por incrível que pareça - a oferta de técnicos
(formação de nível médio) é infinitamente
menor do que a demanda. O resultado social desta soma de equívocos é
trágico: de um lado, empresas necessitando de trabalhadores especializados.
Do outro, chefes de famílias desempregados, necessitando de um emprego.
O desperdício
de mão-de-obra, expresso em números, é algo incomensurável.
O Brasil tem pouco mais de 600 mil alunos matriculados em cursos técnicos
e mais de nove milhões em ensino médio. Totalmente em desacordo
com a realidade brasileira, com alto índice de desemprego e grande
carência por profissionais qualificados.
Não
é verdade que apenas o diploma universitário torna um profissional
competente para o mercado de trabalho. Tanto não é verdade que
é o próprio mercado de trabalho que está à procura
de grandes técnicos. São, portanto, as empresas nacionais que
definem com precisão esta necessidade.
A necessidade
cada vez mais urgente de entrar no mercado de trabalho e de obter um aprendizado
prático e direcionado vem fazendo dos cursos técnicos importantes
aliados para futuros profissionais. Entre as vantagens desses cursos estão
a curta duração e o custo menor, em relação às
graduações nas faculdades particulares, por exemplo.
Embora boa
parte dos estudantes de cursos técnicos seja formada por jovens de
baixo poder aquisitivo, que não podem arcar com os custos de uma universidade
privada, no perfil desses alunos incluem-se também aqueles que já
estão trabalhando como técnicos, mas precisam regularizar a
função exercida dentro da empresa. Há ainda os que querem
ter esse tipo de aprendizado como bagagem, para enriquecer o currículo
ou complementar o conhecimento prático.
Conforme
estabelece a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (9394/96),
os cursos profissionalizantes podem ser oferecidos em três modalidades:
integrada – com a duração de quatro anos, o aluno recebe
a formação técnica no mesmo curso em que concluiu o ensino
médio; concomitante – o aluno estuda o ensino médio e
o curso técnico em turnos diferentes, e subseqüente – oferecida
apenas a alunos que já concluíram o ensino médio.
A comparação
entre técnicos e graduados em faculdade está sendo cada vez
mais deixada de lado, na avaliação de profissionais da área
técnica. Há mercado para todos. Existem funções
que não demandam o ensino superior, mas sim o curso profissionalizante,
que tem como maior contribuição a formação profissional.
O estudante sai com possibilidades de inserção no mercado. Os
técnicos têm um valor fundamental no desenvolvimento do país.
O preconceito
é superado quando se é um profissional bem preparado. Hoje as
empresas buscam competência. Os cursos técnicos direcionam a
competência e a aptidão do indivíduo. |